Prédio da antiga rodoviária será implodido

março 24, 2010

Demolição Já! Conquista de luta popular pela revitalização da região central As notícias são das melhores. A luta pela melhoria da qualidade de vida no Botafogo e região central dá passos largos para conquista de sua principal bandeira. O prédio da antiga rodoviária e o esqueleto serão implodidos no dia 28, domingo. Está tudo pronto para a demolição do prédio da antiga rodoviária e do esqueleto anexo, que são obstáculos para a revitalização do Botafogo e região central. Dia 28 de março, domingo, o prédio será implodido e em três segundo vai se concretizar uma luta que dura 2 anos. Uma empresa de prospecção já faz os estudos para implodir os prédios até o final deste mês. Esta é uma notícia pra se comemorar. Foi a luta deste mandato, com a Associação de Moradores, Comerciantes e Empresários do Botafogo e a população que conquistou estas mudanças. A luta contra a Cracolândia e pelo resgate da qualidade de vida e de trabalho no bairro e em toda a região central nasceu do esforço de cada um que participou dos debates públicos, atos, discussões e ações conjuntas que enfrentaram situações que pareciam estabelecidas e sem solução. Ainda há muito o que fazer, mas continuamos nosso trabalho. A demolição do prédio e a construção de um novo empreedimento naquela esquina da Andrade Neves é um marco para um futuro melhor para Campinas.

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Ações do Botafogo faz prefeitura criar casas de passagem

novembro 12, 2009

Cidades
Prefeitura cria ‘casas de passagem’

Objetivo é garantir o respaldo ao processo de reabilitação dos dependentes de álcool e de drogas

Delma Medeiros
DA AGÊNCIA ANHANGUERA
delma@rac.com.br

Criar residências terapêuticas, as chamadas “casas de passagem”, para dar respaldo ao processo de reabilitação de dependentes de álcool e drogas, é a proposta de Campinas para enfrentar o avanço do consumo, especialmente do crack, entre adultos jovens. Levantamento da ação Bom Dia Moradores de Rua mostrou que oito entre dez mendigos usam entorpecentes, sendo cinco dependentes do crack. “A Secretaria de Saúde não pode fugir à responsabilidade de dar uma resposta aos dependentes químicos, um sério problema de saúde pública”, afirma o secretário José Francisco Kerr Saraiva.

De acordo com o secretário, o consumo de drogas acarreta problemas sociais, como agressividade, depredação e furto de móveis e objetos, o que dificulta o retorno dos usuários para suas casas. “Nos surtos agudos, é preciso internação para desintoxicação. Mas, depois, é preciso um período de reabilitação para preparar o usuário para o retorno ao convívio social. Aí, entram as casas de passagem”, diz Saraiva. Ele lembra que a internação psiquiátrica é pelo tempo mínimo necessário para reestruturar o paciente. “Nas casas (de passagem) eles vão morar, ter autonomia sobre suas vidas, participar das tarefas cotidianas, fazer a própria refeição. A diferença é que serão acompanhados por psicólogos, com apoio de monitores.”

O primeiro passo do programa de atenção a usuários de álcool e drogas é a ativação da Clínica de Psiquiatria montada no Hospital Ouro Verde. A unidade, com 20 leitos, foi inaugurada recentemente pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, mas ainda depende de recursos federais para entrar em operação. Na próxima semana, Saraiva vai a Brasília negociar a liberação de R$ 125 mil mensais para o custeio do serviço. Na ocasião, vai apresentar também o projeto de instalação das casas de passagem e buscar recursos.

A proposta prevê a instalação de cinco unidades, uma em cada Distrito de Saúde, em imóveis alugados. “Sou contra alugar imóvel para montar centros de saúde, porque demanda uma reforma grande e de alto custo. Mas as casas de passagem podem ser implantadas em residências comuns, já que têm a finalidade de servir mesmo de moradia”, diz o secretário. As casas funcionariam nas imediações de centros de atenção psicossocial específicos para álcool e drogas (Caps-AD). Campinas dispõe de dois Caps-AD, nas áreas Sul e Leste. “Queremos construir mais três, um em cada região. A ideia é que atuem juntamente com as casas de passagem”, afirma Kerr Saraiva.

O projeto das residências terapêuticas já está pronto e será apresentado nos próximos dias ao prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT). Para Kerr Saraiva, a iniciativa atende a uma solicitação do próprio pedetista, que pediu uma resposta de tratamento e acompanhamento dos pacientes pobres, que não podem pagar uma casa de repouso ou de reabilitação.

Crack age diretamente no ‘centro de prazer do cérebro’

De acordo com especialistas, o crack é muito viciante porque tem efeito similar ao da cocaína. Provoca a liberação de várias substâncias que agem no “centro de prazer do cérebro”. “O crack é um estimulante do sistema nervoso central e gera sensação prazerosa”, explica o psiquiatra José Carlos Loureiro Júnior. A diferença para cocaína é que a absorção do crack é muito mais rápida e o efeito, mais imediato e curto. “Como a cocaína, que age no ‘centro do prazer’, o crack causa muita dependência. O agravante é que é uma droga barata e, portanto, mais acessível. E como o efeito é mais curto, o consumo é ainda maior”, diz Loureiro Júnior. Outro agravante do crack é que o organismo se adapta melhor às drogas de efeito menor e mais duradouro. “A intensidade alta traz junto maiores efeitos colaterais”, diz o psiquiatra. O uso da droga pode causar hipertensão, enfarte, acidente vascular cerebral e sobrecarga renal, pela liberação da dosagem intensa. “Pela sua própria dinâmica, de pico mais rápido e curto, o crack é mais devastador para o organismo.” (DM/AAN)

Ação social promove o reencontro de dois irmãos

Viciado em crack há 15 anos, Djair Elias recebeu um abraço de Daiane, a única da família que vive em Campinas

Adriana Giachini
DA AGÊNCIA ANHANGUERA
amaral@rac.com.br

O reencontro entre dois irmãos, após cinco meses, silencia a equipe médica e as assistentes sociais presentes. O abraço familiar apertado é, ao mesmo tempo, alívio e temor. Comemora-se a vida. Teme-se a morte. Entre emoções distintas, surge uma esperança para ser carregada nas mãos: o bilhete de volta para a casa dos pais, em Cafelândia (a 345 quilômetros de Campinas). O destino de Djair Elias, viciado em crack há 15 anos, faz parte das estatísticas recentes do programa Bom Dia Morador de Rua, que integra as ações da Operação Tolerância Zero, da Prefeitura de Campinas. Em cinco semanas e quatro mutirões, 405 pessoas foram cadastradas pela Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência e Inclusão Social. Desse número, 118 tiveram atendido o desejo de voltar para seus municípios de origem.

As passagens são pagas por Campinas, mas diante do compromisso das outras cidades em acolher novamente seus moradores. Os valores gastos ainda são contabilizados pela Prefeitura. “A gente não tinha esperança de encontrar meu irmão vivo. Minha mãe procurava constantemente a delegacia de Campinas e ouvia sempre a mesma resposta: não tinham informação sobre ele. Graças ao projeto da Prefeitura, entretanto, meu irmão voltou para casa”, diz a cortadeira de roupas Daiane Elias, de 24 anos, única da família que ainda vive em Campinas. “O vício teve consequências devastadoras. Meus pais perderam o emprego. Ou melhor, perderam quase tudo o que tinham. Por sorte, meu irmão está vivo.”

Foi Daiane quem recebeu o telefonema das assistentes sociais de Campinas quando o irmão, após ser cadastrado no primeiro mutirão do Bom Dia Morador, participava, novamente, da terceira edição. “Quando cheguei lá, ele abaixou a cabeça. Depois, me contou que foi por vergonha. Por isso, também não voltou para casa, nem procurou ninguém da nossa família. É complicado e acredito que ele deseje deixar o vício, mas sem uma ajuda isso não será possível”, afirma Daiane.

A Prefeitura de Campinas acompanha, diariamente, a luta da família para conquistar uma vaga em um centro de recuperação em Cafelândia. “Fazemos um referenciamento antes de dar a passagem de volta, para que aquele morador encontre o amparo social que necessita. Cada município tem de cuidar de seus moradores”, diz a secretária de Cidadania, Darci da Silva.

Um estudo sobre os principais destinos dos moradores de rua está sendo monitorado pela Administração municipal (veja os números completos no quadro). Minas Gerais e Paraná, com nove pessoas cada, representam os estados que mais receberam pessoas dentro do projeto. Também entram na lista Bahia, Maranhão, Mato Grosso do Sul e Ceará. O recordista, naturalmente, é o Estado de São Paulo, que abriga 72 dos 118 mendigos mandados de volta para casa. Nesse caso, Santos, no Litoral paulista, é o destino, somando 15 pessoas. Empatadas na segunda colocação aparecem São Carlos e Ribeirão Preto, com sete cada.

BALANÇO – Da ação Bom dia Morador de Rua

Das 405 pessoas cadastradas, foram enviadas:

22 para o Serviço de Atendimento ao Migrante, Itinerante e Mendicante (Samim)

19 para cadastro no Centro Público de Apoio ao Trabalhador (CPAT)

39 para casas de apoio

13 para os centros de atenção psicossocial (CAPs)

18 para internações

10 para o Serviço de Acolhimento e Referenciamento Social

31 para o Pronto Atendimento

6 para o Conselho Tutelar

6 para casa em Campinas

118 para outras cidades ou estados

123 voltaram para as ruas

Dados: Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência e Inclusão Social

 

Ações de revitalização do Botafogo e região central desta quinta

outubro 15, 2009

Ata da reunião do comando de revitalização do Botafogo e região central, dia 13 de outubro. Programação das ações de hoje.

1) 15/10/2009 – REGIÃO CENTRAL

5:30hs: Encontro no 8º BPM (EMDEC, SETEC e Polícia Militar), com foco nos moradores de rua e Terminal Central

FOCOS: – Moradores de Rua, Menores, Idosos, Dependentes Químicos

- Estabelecimentos Comerciais Sem Alvará ou com Desvio de Uso
- Prédios Abandonados: Intimação para demolição

6:00hs: Saúde, Assistência Social, Trabalho e GM na antiga Rodoviária, onde deverá permanecer 1 representante de cada órgão

10:00 às 18:00hs – Fiscalização Integrada (Procon, Semurb, Vigilância Sanitária), com foco nos 29 estabelecimentos listados pela Polícia Militar

ATA DA REUNIÃO PELO COMBATE À CRACOLÂNDIA DA REGIÃO CENTRAL E BOTAFOGO

outubro 2, 2009

Autoridades Municipais, PM, GM, Polícia Civil, da Saúde, Conselho Tutelar, Procon, Setec, Idesc e Benassi, entre outros, estiveram reunidos no dia 1 de outubro no Salão Azul, com o prefeito Hélio, para traçar ações.

ATA
No dia 01/10/2009, das 14:00 às 18:00 hs, estiveram reunidos no Salão Azul do quarto andar do Paço Municipal, para tratar da programação de fiscalização conjunta no Município, representantes dos seguintes órgãos:

PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPINAS
• SECRETARIA DE ASSUNTOS JURÍDICOS: CARLOS HENRIQUE PINTO
• SECRETARIA DE CIDADANIA E ASSISTÊNCIA SOCIAL: DARCI DA SILVA
• SECRETARIA DE COOPERAÇÃO EM ASS. SEG. PÚBLICA: CORONEL CABRAL
• SECRETARIA DE SAÚDE: EDUARDO BUENO, CECÍLIA PIOVESAN, NELSON HOSSRI
• SECRETARIA DE TRANSPORTES: OTAVIANO REIS, OLIVAR ACORCI
• SECRETARIA DE URBANISMO: HÉLIO CARLOS JARRETA, MARCELO JULIANO,
SIMONE MEDEIROS THOMAZ, MARCELL PADILHA
• GM: EDILSON, KLEBER
• SETEC: CELSO ARARIPE
• PROCON: ANTONILSON LIMA, ANDERSON GIANETTI, BERNADETTE CARDOSO, ILÁRIO
CUNHA, PATRÍCIA LENA, LUIZ POLYDORO
• SAMU: JOSÉ ROBERTO HANSEN
• VIGILÂNCIA SANITÁRIA: ELEN FAGUNDES TELLI
CÂMARA MUNICIPAL DE CAMPINAS
• VEREADOR SÉRGIO BENASSI
CONSELHO TUTELAR
• MARGARETE AGUILAR e DEBORA ANDRADE PALERMO
POLÍCIA CIVIL
• ANTONIO E. PIVA JR, KLEY, RUBENS LEAL
POLÍCIA MILITAR
• MAJOR ARRAES, CAPITÃO PAULO, CAPITÃO MARCI e TENENTE COSTA
SOCIEDADE CIVIL
• CONSEG CENTRO: IVAN OLIVEIRA SANTOS
• ONG IDESC: FLÁVIO COSTA

PAUTA DOS TRABALHOS
O Sr. Carlos Henrique agradeceu a presença de todos e informou que foi determinado pelo Exmo. Sr. Prefeito que os órgãos municipais realizem fiscalização constante, efetiva e recorrente na Região Central, se possível com o apoio das Polícias Civil e Militar.

O Sr. Jarreta e a Sra. Darci pontuaram a atuação das respectivas Secretarias.

O Major Arraes sugeriu a definição de horários, centros de triagem e reuniões a cada 10dias e o Capitão Marci apresentou estratégias de prevenção primárias (locais de atuação),
secundárias (pessoas) e terciárias (ações), além de endereços preferenciais de atuação.

O Vereador Benassi sugeriu a imediata demolição de ao menos três prédios abandonados e ressaltou a necessidade de implantar 4 linhas estratégicas: 1) Frear a degradação
urbana; 2) Adotar medidas legais contra o envio de pessoas pelos Municípios; 3) Política integrada de combate a facilitadores; 4) Atendimento e triagem das pessoas abordadas.

O Sr. Carlos Henrique sugeriu o início das atividades já no dia 02/10/2009.

A Sra. Darci afirmou ser necessário cumprir normas de proteção e prevenção da política nacional de atenção às pessoas em situação de rua com referenciamento de qualidade, tendo como premissa a liberdade de ir e vir – desde que tal liberdade não resulte em situações que afrontem o fundamento constitucional da dignidade da pessoa humana.

O Capitão Paulo propôs iniciar a atividade às 5:00hs, com a triagem de moradores de rua.

O Sr. Ivan sugere que seja lançada campanha intitulada “não dê esmolas” e afixadas placas nos cruzamentos, nos moldes do que ocorre em São José do Rio Preto.

Dr. Piva apresentou os resultados das atividades desta semana envolvendo a população de rua, que possibilitou o esclarecimento de três crimes praticados. Solicitou informações
sobre como encaminhar as pessoas para triagem pela Secretaria de Assistência Social.

Após os debates, o Sr. Carlos Henrique definiu as fiscalizações do dia 02/10/2009:
1) 5:30hs – Triagem permanente e recorrente – Terminal Central (EMDEC, SAMU, SMCAIS)
2) 8:00hs – Edificações abandonadas e comércio – Rodoviária (SEMURB, PROCON, COVISA)
3) Todo o Dia – Dispersão de vendas não autorizadas em semáforos (SETEC e EMDEC)
4) 18:00hs – Alvarás, multas e intimações em bares noturnos (DUOS, PROCON e COVISA)
5) 22:00hs – Sossego público, valets em bares noturnos (DUOS, SETEC, EMDEC, PROCON)

Os trabalhos foram encerrados, após definição de nova reunião para a próxima terça-feira, dia 06/10/2009, às 14:00hs no Salão Azul do Paço Municipal, tendo como pauta: 1) a análise dos resultados obtidos e 2) novas atividades de fiscalização.

Ata redigida por Anderson D. Gianetti e Regina Rocha Pitta, após transcrição da gravação de áudio realizada e síntese dos tópicos relevantes abordados pelos presentes.

Campanha Cracolândia, Não! Revitalização, sim! está nas ruas

outubro 1, 2009

Campanha Cracolândia, não! Revitalização, sim! está nas ruas da região do Botafogo
O lançamento de campanha ocorreu simultâneamente à ações da Polícia Militar e Guarda Municipal, no prédio incendiado da rua Dr. Ricardo e na Praça Ópera O Guarani, atrás do Terminal Central. Mas já estava sendo preparada desde o ano passado, quando a comunidade começou a se reunir para discutir soluções para o problema.
Nesta terça-feira (21 de setembro), aconteceu o lançamento da campanha Cracolândia, não! Revitalização, sim!, encabeçada pelo Idesc (Instituto de Desenvolvimento de Campinas) juntamente com o mandato do vereado Sérgio Benassi (PCdoB), com faixas e a coleta de assinaturas em abaixo-assinado pela demolição de prédios abandonados na região, ação de combate ao tráfico e consumo de drogas e destinação adequada para o prédio da antiga rodoviária.

As ações da Polícia Militar e Guarda Municipal, no prédio incendiado da rua Dr. Ricardo e na Praça Ópera O Guarani, na rua Cônego Cipião, atrás do Terminal Central mostraram a dimensão do problema que Campinas enfrenta com o consumo de drogas. A Imprensa impressa, televisada e radiofônica acompanhou as ações. 28 pessoas foram flagradas consumindo crack no prédio da dr. Ricardo e 16 possuem antecedentes criminais, segundo o Capitão Paulo Henrique Rosas, que comandou a ação denominada “Operação Moradores de Rua”. A mesma quantidade de usuários e moradores de rua foram detidos pela GM na praça também conhecida como quebra-ossos. Todos foram liberados após identificação.

Para o vereador Sérgio Benassi, a campanha e as ações policiais são o início do processo de resgate e revitalização da região central. “É necessário um conjunto de medidas de fiscalização, policiamento e proteção social, que envolva órgãos públicos e a comunidade para dar fim ao tráfico, consumo, criminalidade e mendicância que assola a região central e do Botafogo. A demolição dos prédios abandonados e esqueletos da região é uma medida imediata que pode ser tomada para eliminar os focos de consumo”, afirma.
 

O abaixo-assinado passa por todos os edifícios residenciais e comerciais, empresas e casas da região. Quando houver assinaturas suficientes será encaminhado ao prefeito e demais autoridades competentes.
 

Reunião na PM
Na tarde de ontem, o comando da Polícia Militar em Campinas convocou uma reunião no quartel do 8o Batalhão da PM, onde compareceram major, capitães, tenentes, o delegado do 1o Distrito Piva Jr., Guarda Municipal, Benassi, o presidente do Idesc, Flávio Costa, representante das secretarias de Assuntos Jurídicos e de Urbanismo, Procon, da Emdec, da Setec, da Administração Regional 1, do Conseg e da Associação dos Dirigentes Lojistas, entre outros. Todos se mostraram dispostos a contribuir para melhorar a segurança em Campinas, justamente no dia em que um homem foi assassinado no Centro da cidade, num dos pontos mais movimentados, entre a avenida Francisco Glicério e Conceição.

A PM anunciou uma operação diuturna – para os próximos dias – de sufocamento dos pontos de consumo e tráfico de drogas na região do entorno da antiga e nova rodoviárias e pediu apoio dos poderes públicos para colaborar na autuação de irregularidades fora da alçada polícial, como verificação de alvarás, licenças, cumprimento de regras de funcionamento, além de apoio social aos usuários de drogas.
 

Para Flávio Costa, que também da Associação de Moradores e Comerciantes do Botafogo, é muito importante a união dos esforços da comunidade e das instituições públicas para combater o que, para ele, é a “chaga que se espalha pus para toda a cidade”, se referindo a cracolândia instalada naquela região.
 

Uma nova reunião acontecerá na quinta-feira, às 10h, para definir estratégias de ação integrada entre as polícias e os órgãos de administração pública.

Denúncia de Benassi evita crime contra o consumidor e estelionato

agosto 6, 2009

A denúncia feita por Benassi à Prefeitura sobre a comercialização irregular de espaços para lojas no “esqueleto” da Andrade Neves chegou ao Procon, que comprovou a ilegalidade do empreendimento que não tinha alvará e fazia propaganda enganosa.

Nesta quarta-feira, dia 5 de agosto, foi lacrado o prédio-esqueleto da Andrade Neves pelo Procon e teve suas portas soldadas para evitar invasões. A denúncia feita por Benassi à Prefeitura sobre a comercialização irregular de espaços para lojas chegou ao Procon, que comprovou a ilegalidade do empreendimento denominado Estação Multishoppingque não tinha alvará e fazia propaganda enganosa.

“Enquanto não for derrubado o prédio-esqueleto e não é iniciado um novo empreendimento, a população fica à mercê da violência e de estelionatários em busca dinheiro fácil”, afirma Benassi.

O presidente do Procon, Anderson Gianetti, e o presidente da Associação dos Moradores e Comerciantes do Entorno da Rodoviária, Flávio Costa, acompanharam a ação dos fiscais. “Com esta ação evitamos que muitos campineiros fossem lesados”, destacou Costa.

Há muitas irregularidades no prédio e na ação dos supostos empreendedores. Por causa da denúncia de Benassi verificou-se que:

1 – A prefeitura é dona do prédio-esqueleto. A Justiça deu posse à Administração por causa de uma dívida de R$ 2 milhões de IPTU;

2 – Que a área foi decretada de utilidade pública e a Prefeitura deve dar destinação adequada ao local;

3 – Que o prédio está condenado e precisa ser derrubado.

4 – Que não havia licença ou alvará de funcionamento para Estação Multishopping.

O álvará que os empreendedores do Estação Multishopping usavam era de 1987 e vencera em 88. Gianetti explicou também que havia licença para o empreendimento Nova Canaan, com três prédios de 22 salas. O Estação anunciava projeto de 174 lojas, o que caracteriza propaganda enganosa. As empresas Ercasa Empreendimentos Imobiliários, Excelência Consultoria Imobiliária e a Trade Invest serão multadas em 10 mil UFIC, ou seja, cerca de R$ 20 mil.

Os empreendedores disseram à Imprensa que estavam apenas fazendo pesquisa de interesse de adesão ao projeto. Mas o contrato que era apresentado ao futuros lojistas tinham clausula de adesão de R$ 7.500.

Leia o site do Benassi: www.sergiobenassi.com.br

Debate Público na ACL define combate à cracolândia no Botafogo

agosto 6, 2009

Acabar com a cracolândia no bairro Botafogo e com os os focos de tráfico, violência, prostituição, mendicância e deteriorização da região central e do entorno das nova e antigas rodoviárias foi a decisão tomada nesta sexta-feira durante um debate público organizado pela Câmara Municipal, de iniciativa do vereador Sérgio Benassi, que reuniu representantes de secretarias municipais, DPJ, AR-1, Setec, Emdec, representantes da PM e Guarda Municipal.

Uma das principais novidades neste sentido foi apresentada pela Secretaria de Negócios Jurídicos, representada por André Laubenstein Pereira. É que a Administração Municipal tem a posse do prédio “esqueleto” anexo à antiga rodoviária, na avenida Andrade Neves, e que ele foi lacrado ontem, onde já havia um comércio irregular de lojas de um suposto futuro shopping, que não tem aprovação da Prefeitura. Para Benassi, é urgente que toda aquela estrutura seja derrubada para não mais servir de abrigo para usuários e traficantes de drogas. “Queremos revitalização daquela região. Para isso, pedimos a demolição já daquele “esqueleto” abandonado há 30 anos e que a Maternidade desenvolva urgentemente um novo empreendimento no prédio da antiga rodoviária”.

O coordenador operacional da Polícia Militar, capitão Marci Elber, afirmou que tem feito operações na região, mas é preciso um trabalho conjunto para eliminar os pontos de tráfico e uso de drogas. No item Segurança, um outro avanço: será reativado o fórum permanente de segurança, com reunião na próxima segunda-feira, dia 20, às 10h, no prédio do 8o. Batalhão da PM, na avenida João Jorge. Foram convidados, além das autoridades pública do setor, representantes do Conseg, Flávio Costa, do Instituto de Desenvolvimento de Campinas e o vereador Benassi.

O secretário de Urbanismo, Hélio Jarreta, e o assessor da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, Edson Dias Gonçalves, apresentaram um plano de fiscalização e regularização de comércios clandestinos na região como forma de combater estabelecimentos usados para prostituição e abrigo da delinquência. Um projeto de lei do Executivo será enviado à Câmara para determinar padrões para os empreendimentos que queiram se manter ou se instalar na região central. O projeto deve ser encaminhado no começo de agosto ao Legislativo Municipal.

Pontos problemáticos
O debate público contou com a participação qualitativa da população. Representantes de entidades, como Academia Campinense de Letras, Conselho de Segurança, Associação dos Idosos, Comissão de Direitos Humanos da OAB, empresários, associações de Moradores do Entorno do Mercado Municipal e do Botafogo e Adjascências, Comunidade Católica Pantokrator, representantes de condomínios e muitos moradores antigos da região.

O vereador Benassi fez uma apresentação fotográfica de diversos pontos com problemas, como falta de conservação e segurança, mendicância, tráfico e uso de drogas. Outros problemas foram apresentados pela comunidade e cobrada providências das autoridades presentes. O administração da AR-1, responsável pela região central, Aderval Ferreira Junior, se comprometeu agir o mais rápido possível para eliminar os problemas de limpeza e conservação apresentados.

Além do prédio da antiga rodoviária, há outros locais que necessitam de intervenção urgente para acabar com o uso e tráfico de drogas, como o prédio abandonado na rua Dr. Ricardo; a passagem de pedestre sob a Orosimbo Maia; o prédio da antiga Cervejaria Continental, de propriedade da Sanasa; a Praça Luís de Camões; a rua Visconde do Rio Branco, atrás do Supermercado Extra, entre outros.

O presidente do Instituto de Desenvolvimento de Campinas (Idesc), Flávio Costa, destaca que a mobilização e o envolvimento dos moradores e comerciantes é essencial para conquistar a revitalização da região. “Precisamos fortalecer a nossa participação nesta luta para pressionarmos os responsáveis públicos pelas melhorias necessárias na região e a Maternidade para resolver o problema que se tornou o antigo prédio da rodoviária”.

Reunião na Academia Campinense de Letras culminou em debate com autoridades e encaminhamento de soluções dos problemas.

Reunião na Academia Campinense de Letras culminou em debate com autoridades e encaminhamento de soluções dos problemas.

Revitalização da região do Botafogo

agosto 3, 2009

Este é um espaço de notícia e debate sobre a luta pela revitaliação do entorno da antiga rodoviária e dos bairros da região do Botafogo, em Campinas. Pelo fim da cracolândia e pelo resgate da qualidade de vida da população local.

Hello world!

agosto 3, 2009

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